Inez Teixeira. Terra Incógnita

Terra Incógnita

  • Entidades Organizadoras

    Fundação Carmona e Costa Fundação Portuguesa das Comunicações
  • Terra Incógnita: o desafio da Pintura Sempre me questionei sobre a proveniência das imagens que a pintura e os desenhos de Inez Teixeira representam. A raiz da sua influência, em termos de corrente artística como forma de representação, não é aqui a questão essencial. Muito pelo contrário, o meu interesse prende-se com o seu processo e como o desenvolve na sua prática, que assume a pintura como forma de expressão enquanto artista, aliada ao desenho, que executa regularmente no seu quotidiano, como se esta actividade constituísse um exercício da mente que se materializa na complexidade cumulativa desses mesmos desenhos, em simultâneo com a sua ligação à literatura, que muito tem contribuído para a construção da sua obra. A exposição é composta por três séries de obras (...) Uma das séries, intitulada “No Vazio da Onda”, é constituída por um conjunto de vinte e três pinturas de pequena dimensão executadas em dois formatos semelhantes sobre papel. São imagens abstractas em que a cor é quase inexistente, como um magma metálico onde ocorrem pequenas alterações, como pontos que eclodem no vazio e se sucedem sem repetição em cada quadro, mas onde descobrimos também uma metodologia do seu processo. Na série “Terra incógnita”, a paleta usada nestas pinturas sobre papel é densa e magmática: em cada imagem pintada emerge uma profusão de massas e escorrências que desenham itinerários hipotéticos, linhas de água orgânicas como se uma corporalidade imaginada se esventrasse na sua geografia interna e infinita. No conjunto de desenhos intitulados “Le chercheur du temps”, porventura sem tempo, entre a ficção da paisagem e a abside do crânio que resgata a intemporalidade do Outro, a reflexão sobre a morte e a condição efémera de que somos possuídos. E neste passo, o trabalho de Inez Teixeira autonomiza-se da história da literatura e da representação visual sem contudo perder de vista esse horizonte, que nos parece sempre mais longínquo, mas onde a reflexão humana encontra ainda um lugar para a contemplação, para um tempo interno de cada sujeito que se entrega escutando esse apelo visual para que nos pensemos como viajantes para lá da terra incógnita que imaginamos. [Excerto do texto do catálogo Terra incógnita: o desafio da pintura de João Silvério]

  • Dónde

    Fundação Portuguesa das Comunicações / Lisboa, Portugal
  • Inauguración

    30 mar de 2017  /  18:30

  • Artistas que participan en Terra Incógnita


    Comisarios/Curadores de Terra Incógnita



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